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7 erros que derrubam sua nota na redação do ENEM (e como evitar)

📅 04 de junho de 2026 👤 Alexander ⏱ 4 min de leitura 💬 0 comentários

Depois de anos estudando redação — e de avaliar muitos textos — percebi que os erros que derrubam a nota são sempre os mesmos. Não são erros de candidatos ruins. São erros de candidatos que não sabem o que a banca está avaliando.

Identifique quais desses você comete. Cada um pode custar de 40 a 200 pontos na sua nota.

Erro 1 — Sair do tema sem perceber

O tangenciamento é o erro mais perigoso. O candidato acha que está dentro do tema — mas na hora da correção, o avaliador percebe que o texto fala sobre o assunto de forma tangencial, sem responder à proposta específica.

Como evitar: antes de escrever, sublinhe as palavras-chave da proposta. Depois de escrever, leia o texto e verifique se cada parágrafo responde àquelas palavras-chave. Se algum parágrafo fala de outra coisa, corte ou reescreva.

Erro 2 — Proposta de intervenção genérica

“Portanto, o governo deve investir em educação para resolver esse problema.” Essa frase aparece em milhares de redações todo ano. E perde ponto em todas elas.

Como evitar: use os 5 elementos obrigatórios — agente específico, ação concreta, modo/meio, finalidade e efeito. Veja mais detalhes no artigo Proposta de intervenção: como fazer e não perder pontos.

Erro 3 — Repertório inventado

Inventar dados, falsas citações ou atribuir frases a filósofos que nunca as disseram é um erro grave. A banca tem avaliadores especializados — e quando detectam repertório falso, a penalização na C2 é significativa.

Como evitar: use apenas referências que você conhece de verdade. Prefira dados de órgãos confiáveis (IBGE, OMS, IPEA) a citações de filósofos que você não domina. Um dado real bem usado vale mais que uma citação inventada.

Erro 4 — Repetição de conectivos

“Além disso… além disso… além disso.” Parece exagero, mas é comum. Repetir o mesmo conectivo várias vezes prejudica a C4 e torna o texto monótono.

Como evitar: depois de escrever, faça uma varredura no texto e substitua conectivos repetidos por sinônimos. Use o Glossário ENEM para encontrar alternativas para cada tipo.

Erro 5 — Introdução sem repertório

Uma introdução que começa com “Nos dias atuais” ou “Desde os primórdios da humanidade” já sinaliza para a banca que a C2 vai ser fraca. Esses clichês mostram falta de repertório sociocultural.

Como evitar: abra sempre com um dado, um fato, uma citação ou uma situação concreta. Exemplos: “Segundo o IBGE…”, “A Constituição Federal de 1988 garante…”, “O filósofo X afirma que…” Qualquer uma dessas aberturas é melhor que um clichê.

Erro 6 — Argumentos circulares

“A violência é ruim porque ela causa violência.” “A desigualdade é um problema porque ela desiguala as pessoas.” Argumentos que não avançam — que apenas repetem a afirmação com outras palavras — não pontuam na C3.

Como evitar: para cada argumento, pergunte “por quê?” três vezes. Se você consegue responder três vezes com informações novas, o argumento está desenvolvido. Se na terceira pergunta você volta ao início, o argumento é circular.

Erro 7 — Proposta que viola direitos humanos

Proposta de intervenção que sugere punição física, exclusão de grupos, trabalho forçado ou qualquer medida que agrida a dignidade humana resulta em nota zero na C5 — automaticamente. Sem discussão, sem segunda chance.

Como evitar: sempre que terminar a proposta, pergunte: “Essa solução respeita a dignidade de todos os envolvidos?” Se a resposta for não, reescreva. A proposta deve ser construtiva — educação, política pública, conscientização, legislação.

Identifique seus erros antes de novembro

O caminho mais rápido para corrigir esses erros é treinando com feedback. Escreva uma redação no Treino de Redação ENEM, veja a avaliação por competência e identifique quais desses 7 erros aparecem nos seus textos. Com essa informação, você sabe exatamente onde focar nos próximos treinos.

Faltam 5 meses. É tempo suficiente para corrigir qualquer um desses erros — se você começar agora.

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